Olheiras depois dos 40 anos: o que fazer?

De fato, a região dos olhos é muito delicada e mais fina do que as outras partes do rosto. Por esse motivo, os primeiros sinais da idade como rugas, flacidez, linhas finas e bolsas, tendem a se tornar mais visíveis nesta área.

 

Uma das razões pela qual isso acontece é devido à grande movimentação das pálpebras, já que seus músculos são feitos para realizar movimentos automáticos de contração rápida, como aqueles necessários para piscar e lacrimejar.

 

Além disso, a região dos olhos possui muitos vasos que absorvem os produtos tópicos usados diariamente, tornando a pele mais sensível a alergias e irritações.

 

Há, ainda, a influência de diferentes fatores externos que podem acelerar o envelhecimento, como a exposição ao sol sem proteção, por exemplo.

 

Com o tempo, também podem aparecer manchas na pele pigmentadas ao redor dos olhos, em tons de azul e marrom.

 

Para garantir uma pele bonita e saudável depois dos 40, separamos três atitudes essenciais que podem te auxiliar. Confira!

 

  1. Hidrate sem moderação

O tempo e as mudanças hormonais reduzem a concentração de ácido hialurônico no organismo, molécula que tem a capacidade de atrair e reter água na pele.

 

Além disso, diminuem também a produção de suor e lipídios, que ajudam a proteger contra a perda de umidade pela epiderme.

 

Isso resulta em pele mais fina, ressecada, sem brilho e marcada por rugas. Portanto, aposte em ativos cosméticos que vão segurar a água na pele, como ácido hialurônico (quanto menores as moléculas da fórmula, melhor a penetração nas camadas mais profundas), ceramidas (um tipo de gordura) e aquaporinas (uma classe de proteínas), em cremes para o dia ou à noite.

 

  1. Resgate o colágeno

O colágeno é a proteína que dá firmeza à pele, porém, se degrada com o tempo.

 

Isso somado à perda de tecido ósseo e muscular comum aos 40+, o resultado no rosto e pele flácida – que cede, formando bigode chinês, olheiras, bochechas caídas e papada – e perda de contorno.

 

Inclua na rotina de tratamento ativos que estimulam a renovação celular e a produção de colágeno – ácidos retinoico e ferúlico, retinol, adapaleno, vitamina C.

 

Como podem sensibilizar a pele, prefira utilizá-los em cremes noturnos, associando com filtro solar no dia seguinte. Ingredientes com efeito tensor imediato e cumulativo – DMAE, argireline, tensine, raffermine – podem ser combinados para melhorar o tônus, a textura e a vitalidade da pele.

 

  1. Escolha o veículo certo

Tão importante quanto os ativos eleitos é o tipo de formulação em que eles entram.

 

Creme, gel-creme e bálsamo, que têm consistência mais densa, são os mais indicados para compensar o ressecamento típico da pele mais madura.

 

Gel e sérum têm potencial hidratante menor e podem ser opção de quem tem tendência a oleosidade – sim, pode haver pele oleosa mesmo nesta fase, já que os hormônios androgênicos, que predispõem ao problema, não caem na mesma proporção que os femininos.

 

Na etapa de limpeza, sabonetes líquidos que formam o mínimo de espuma possível são os melhores, pois menos agressivos.

 

A menos que tolere bem, evite fórmulas com ácido salicílico, que possui efeito secativo e pode acabar irritando a pele.

 

Para quem não tem predisposição a oleosidade, os óleos faciais (desde que leves e não comedogênicos) são uma boa aposta para reter a umidade da pele – sem dispensar o hidratante facial, vale lembrar.

 

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